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04
JUN'14
Feat. Colectivo Rua
Writers Bench 18
Como nasce o colectivo RUA e qual o seu significado.
O Colectivo RUA nasceu em 2006, com o Alma e Stylone, tendo o Graffiti
como base de trabalho. O nome RUA surgiu da abreviatura de um primeiro
nome 'Revolucionarte', que devido ao facto ser demasiado extenso, foi
abreviado para três letras que, sendo o nosso trabalho prioritàriamente feito na
rua, acabou por fazer todo o sentido.

Quem são os membros do colectivo e de onde vêem.
O colectivo conta com seis elementos, todos do Porto. Alma (Contra), Draw,
Oker e o Fedor encarregados da pintura, Stylone do design e Mash da
fotografia.

O que representa o colectivo nas vossas vidas?
Em primeiro lugar somos sobretudo um grupo de amigos. Estamos juntos
muitas vezes, não só pelo trabalho, mas também pelo convívio.
É bom saber que remamos todos para o mesmo lado e nos vamos ajudando
mutuamente a crescer enquanto artistas.

Com que regularidade pintam juntos?
Actualmente estamos mais activos e conseguimo-nos reunir semanalmente
para pintar, seja no fame ou bombing.

Qual a vertente que mais praticam? Street Art ou Graffiti?
O Graffiti é uma das ramificações da Street Art e não vertentes distintas e
indissociáveis. Vimos todos do mesmo background e o mote é explorar todos os
tipos de técnicas. O objectivo é deixar a marca e se não der para pintar, fica um
autocolante, ect.

Como fazem a separação de ambas?
Não fazemos, pintamos consoante o que cada momento nos permite, se for na
rua é bombing se existir disponibilidade realizamos um fame, de forma a
conseguir um registo mais trabalhado.

Como vêem a situação na vossa cidade, tanto a nível artístico, como a nível
de graff?
Existe talento, cada vez mais a qualidade se tem elevado. Infelizmente, a
qualidade neste caso não se reflecte na quantidade dada a falta de espaços
disponíveis e os problemas com o anterior executivo camarário. No entanto,
começamos a aperceber-nos de nova abertura e interesse por parte da
autarquia vigente… Esperamos que o Porto possa dar bons frutos brevemente.

E no resto do país?
Lisboa tem um movimento mais consolidado, a abertura por parte das
entidades é maior, o que se reflecte num maior numero de produções. No resto,
cidades como a Covilhã, Freamunde, Ponta Delgada ou Lagos, por exemplo,
também se começam a destacar com eventos de grande impacto.
Como veem o nível em portugal.
Geralmente muito bom e acima de tudo em evolução constante, só nos falta
mais oportunidades.

Quem na vossa opinião, em termos de colectivo tem feito as melhores
produções?
Acompanhamos de perto o que se tem feito a nível nacional e vemos que tem
surgido trabalhos muito interessantes, quer individual ou colectivamente, é-nos
no entanto difícil seleccionar quem esta melhor ou pior porque individualmente
temos gostos distintos, contudo, quer no bomb que no fame andam aí crew's a
fazer boas produções.

Quais são as vossas influências, tanto a nível internacional como nacional.
A nossa maior influencia é a cidade do Porto. Todos temos referências
diferentes que seriam difícil enumerar aqui.

Como definem o vosso estilo?
Individualmente trabalhamos todos em registos distintos, no entanto, o nosso
objectivo enquanto colectivo é que cada produção tenha uma linguagem
própria que esta seja o resultado de um trabalho conjunto da mistura das
individualidades.

Qual foi a produção com maior impacto?
Provavelmente a pintura que fizemos do antigo presidente da CMP Rui Rio,
uma sátira à campanha 'anti-graffitos'. Principalmente porque a executamos
através de um convite que recebemos para pintar num espaço municipal, com
toda a logística e apoio foi suportado pela própria câmara municipal.

Experiências no estrangeiro?
Como colectivo ainda não tivemos nenhuma experiência no estrangeiro,
individualmente já pintamos em Madrid, Barcelona, Vigo, Porriño, Bournmouth,
Wroclaw, Katowice, Bélgica e Alméria.

Um objectivo que queiram muito num futuro próximo?
Produzir o máximo possivel neste verão, fazer boas peças e viajar.

Projectos que podemos esperar em solo nacional?
Estamos a cozinhar umas supresas, já temos alguns eventos confirmados para
breve e vamos também preparar algo em grande para o final do ano. É ficar
atento.

Últimas palavras.
Somos muito novos para dizer as últimas palavras.

Props.
Obrigado ao Montana Lisboa pelo convite. Um respect a todos que fazem as coisas
pelas razões certas. Muita tinta e sigam o nosso trabalho.
 

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